GESTÃO DO RISCO DE DESASTRES: PAÍSES QUE ANTECIPAM, RESISTEM E REGENERAM.
Justificação e Abordagem do Simpósio
A escala e a frequência dos desastres atuais exigem uma transição de uma resposta reativa para um modelo sistémico em que os países e as instituições antecipam, resistem e regeneram. Este simpósio aborda a gestão do risco de desastres não como uma tarefa isolada, mas como um pilar de governação e sustentabilidade. A abordagem central reside em como o conhecimento científico se traduz em políticas públicas eficazes e em capacidades reais de redução e gestão do risco de desastres nos territórios e instituições.
A UPB é uma referência neste campo devido à sua transformação interna. Através da consolidação do seu próprio Plano de Gestão do Risco Institucional de Emergências e Desastres, a universidade integrou a segurança, a continuidade das operações e a resiliência na sua cultura organizacional. Este processo interno não se limitou ao campus; tornou-se um laboratório vivo. A experiência da UPB demonstra que a gestão institucional é o primeiro elo para influenciar o ambiente exterior, servindo como modelo transferível e coerente para outras organizações públicas e privadas.
Impacto em Instituições e Regiões
O núcleo do simpósio consiste em analisar o efeito multiplicador destas boas práticas institucionais em dois níveis-chave:
* Fortalecimento Interinstitucional: o modelo da UPB oferece um roteiro para que universidades e instituições públicas e privadas de outros países estruturem os seus próprios sistemas de gestão. Ao padronizar processos e partilhar conhecimento, criam-se redes institucionais capazes de resistir a crises complexas de forma coordenada.
* Desenvolvimento Regional: o impacto direto da transferência de capacidades institucionais evidencia-se nas regiões mais vulneráveis dos países. Quando as instituições locais adotam metodologias científicas de redução do risco, as comunidades melhoram o seu ordenamento territorial, protegem as suas economias locais e aceleram a sua recuperação (regeneração) pós-desastre.
Estrutura Temática
O simpósio articular-se-á em três mesas de trabalho:
1. Conhecimento para Antecipar: estratégias de governação e uso de dados para prever cenários de risco físico e operacional em organizações e territórios.
2. Políticas Públicas para Resistir: mecanismos para integrar os planos de gestão institucional com as normativas nacionais de redução do risco de desastres.
3. Capacidades Locais para Gestão e Regeneração: experiências de resiliência regional e metodologias de recuperação lideradas por instituições sólidas.
Conclusão
Este espaço no ICA 2027 posicionará a experiência institucional da UPB como um motor de mudança global, demonstrando que a resiliência de um país começa com a solidez das suas instituições.
