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Lema

Tradição e inovação: as memórias das Américas

O lema pretende construir um espaço para refletir e discutir as complexas transformações pelas quais as sociedades contemporâneas passam e como preservam suas raízes históricas, políticas, religiosas, educacionais, sociais, artísticas, culturais, entre outros.

Os diálogos entre tradição e inovação não se esgotam no reconhecimento das relações entre o passado e o presente porque vão mais longe. Estas representam duas idéias orientadoras na formação da história humana, idéias que, desde tempos imemoriais até o presente, se envolvem em conversas de diferentes tenores.

Nas Américas, as tradições herdadas de várias práticas têm sido essenciais para forjar a identidade dos povos desta região; Tradições que foram preservadas ao longo do tempo e nas quais a inovação desempenhou um papel relevante. Como áreas como o progresso da digitalização, foi facilitada a preservação e disseminação de memórias históricas. O desafio se concentra em encontrar um equilíbrio entre aproveitar as inovações tecnológicas sem que as tradições perdessem seu valor autêntico ou sua ligação com a identidade cultural das comunidades e os lugares em que são habitadas.

O 59º ICA quer enfatizar três linhas. A primeira, “Tecnologias: Poder, Cultura e Sociedade”, analisa as tecnologias emergentes e como elas reconfiguram as estruturas de poder e criam novas dinâmicas de todos os tipos, ao mesmo tempo em que levam a desafios para a democracia, estabilidade global, práticas de vida diária, acesso e integridade da informação e de estruturas regulatórias, entre outros.

A segunda, “Territórios, Regeneração e Mudanças Climáticas”, levanta a crise ambiental e seu impacto nas comunidades humanas e na natureza. As Américas, com sua diversidade geográfica, enfrentam o desafio de regenerar os ecossistemas que foram alterados pela exploração insustentável dos recursos naturais. Da mesma forma, questões como desigualdade, diversidade, governança, ruralidade, urbanização, entre outros, exigem a adoção de políticas que considerem sua própria dinâmica no território. As formas de conhecimento local e ancestral são oportunidades para fortalecer as conexões entre a modernização, as tradições no cuidado da terra e da vida humana.

E o terceiro, "sempre passado", nos permite entender que as sociedades são construídas com base na herança de suas histórias. A memória histórica, as lutas pela identidade e a persistência das diferenças sociais são questões atuais nos discursos do século 21. O passado se torna uma força que influencia as decisões do presente e, sem dúvida, as do futuro.

Essas três linhas do 59º ICA fornecem uma estrutura abrangente para entender as conexões complexas entre memórias históricas, individuais ou coletivas e mudanças nas Américas.

O Congresso busca não apenas fortalecer o diálogo interdisciplinar entre ciências, disciplinas e conhecimentos, mas também explorar por que a tradição e a inovação, se se cruzam dinamicamente, oferecem soluções sustentáveis e equitativas que visam às Américas um lugar de esperança e um mundo melhor para se viver.

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