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EDUCAÇÕES RURAIS E RESISTÊNCIAS IDENTITÁRIAS NA AMÉRICA LATINA E NAS CARAÍBAS: VOZES E DESAFIOS

A ruralidade na América Latina é uma janela para observar a resistência em situar as práticas e saberes que se constroem a partir das comunidades e que sobreviveram como elementos identitários de cada território. Pensar nisso implica aprofundar e gerar reflexões partindo das diversidades e tensões. Não para subjugar o passado, mas sim para identificar os desafios e as oportunidades de transformação que o primeiro quartel do século XXI traz consigo.

Perguntar pelo aproveitamento dos recursos naturais, os hábitos alimentares, a satisfação das necessidades básicas, o conhecimento ancestral, os saberes camponeses, o papel da escola e das novas tecnologias, a inquietação face à Inteligência Artificial, são apenas alguns dos entramados de uma pedagogia do rural que se pode problematizar e transformar.

A partir dos saberes rurais, das práticas culturais, da natureza e do território interroga-se: o que de tudo isto se tem tido vontade de integrar nos sistemas educativos e nas práticas do quotidiano docente?; Que práticas educativas a partir da ruralidade foram reconhecidas dentro do sistema educativo?; Quais são os limites que mais persistem?; Como se transformou a educação rural em benefício das suas comunidades?; O que acontece com os jovens nos novos âmbitos laborais e educativos? Até que ponto se consolidaram os sistemas próprios de educação para comunidades indígenas, afrodescendentes e camponesas?; Que presença têm os novos sistemas de comunicação e os usos de tecnologias na ruralidade e no sistema educativo?, entre outras.

Perguntas orientadoras no interior do simpósio

1. Que tipo de tensões se evidenciam nos processos de ensino e aprendizagem em contextos rurais?
2. Como impactam os agentes externos aos territórios os sistemas de educação rural e as suas comunidades (camponesas, indígenas e afrodescendentes)?
3. A relação escola e comunidade conseguiu vínculos efetivos no interior dos currículos rurais, e em que medida isso existe, que experiências conseguiram ser bem-sucedidas?
4. De que forma a escola rural incide na configuração de identidades rurais e que participação social tem nas ações governamentais?
5. Em que medida o ensino, a aprendizagem e as mediações culturais manifestam novas subjetividades, e até que ponto o tradicional é substituído pelo moderno?

Objetivos

A- Conhecer processos sociais, comunitários e formais que configurem a educação rural e a paz: Espera-se identificar setores da sociedade civil, culturais e não escolarizados, que exponham as suas dinâmicas identitárias.
B- Identificar tensões no reconhecimento da diversidade cultural em âmbitos educativos rurais: Interessam as leituras de experiências vivas, práticas, novas metodologias e processos bem-sucedidos.
C- Explorar dilemas das realidades territoriais e o seu impacto na vida quotidiana: laboral, escolar e identitária das populações do campo na América Latina e nas Caraíbas.

Neste sentido, o Simpósio postula unidades macro de reflexão onde as educações rurais continuem a nutrir a discussão e a análise para que os sistemas educativos tenham eco no quotidiano, na sala de aula e na comunidade, a partir das cosmovisões e desafios de cada território e das suas construções de uma Pedagogia do Rural.

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