ECOLOGIA POLÍTICA, DIREITOS HUMANOS E CONFLITOS SOCIOAMBIENTAIS
Contemporaneamente, as Américas enfrentam uma intensificação dos conflitos socioambientais decorrentes da expansão das fronteiras extrativistas (mineração, agronegócio, grandes projetos de infraestrutura e transição energética corporativa, como alguns dos exemplos). Neste cenário, a violação dos direitos humanos de comunidades tradicionais, camponesas, indígenas e quilombolas caminha lado a lado com a degradação ecológica. Este Grupo de Trabalho propõe-se a ser um espaço interdisciplinar de debate que articule a Ecologia Política e a defesa dos Direitos Humanos. Neste sentido, deseja-se receber trabalhos que analisem:
* As assimetrias de poder na apropriação e controlo dos recursos naturais e dos bens comuns, e teorias afetas à ecologia política que tratam desta temática;
* A criminalização e a violência contra defensores e defensoras ambientais e territoriais no continente, que resvalam para uma afronta aos direitos humanos de quem trabalha pela causa ambiental;
* O racismo ambiental e as injustiças distributivas que afetam populações vulnerabilizadas;
* Estratégias de resistência, jurisprudência internacional (como decisões da Corte Interamericana de Direitos Humanos – CIDH), e alternativas locais baseadas no bem-viver, com olhares também para a (in)justiça ambiental, a questão climática e as políticas públicas socioambientais.
Acolhem-se contributos teóricos, metodológicos e estudos de caso que adotem perspetivas críticas, decoloniais, da ecologia política, promovendo um diálogo transfronteiriço sobre o futuro da justiça socioambiental na região das Américas.
