ARQUEOLOGIA HISTÓRICA NA AMÉRICA. NOVAS INVESTIGAÇÕES, NOVAS INTERPRETAÇÕES
A arqueologia histórica, desde a sua implementação na América, em meados do século XX nos Estados Unidos e no Canadá, e na década de 70 na América Latina e nas Caraíbas, tem dado contributos substanciais para a compreensão do desenvolvimento histórico dos vice-reinados e das colónias estabelecidas no Novo Mundo pelas monarquias europeias. Permitiu também conhecer diversos aspetos do período republicano no continente americano. Com uma metodologia própria, esta estratégia de investigação tem abordado múltiplas temáticas, como processos de conquista e colonização, arquitetura, povoamentos, materiais arqueológicos, estabelecimentos religiosos, redes comerciais, entre outros. Plenamente consolidada, a arqueologia histórica na América mantém-se em constante progresso graças ao importante número de investigações realizadas ao longo e ao largo do nosso continente. O simpósio «Arqueologia Histórica na América. Novas investigações, novas interpretações», enquadrado no 59.º Congresso Internacional de Americanistas, a realizar-se em Medellín, Colômbia, em julho de 2027, tem como objetivo oferecer um espaço onde possam ser apresentados trabalhos resultantes de estudos arqueológicos recentes, progressos de investigações em curso ou produtos finais de teses de licenciatura e de pós-graduação, que deem conta do estado atual da arqueologia histórica na América. Convocam-se, assim, investigadores a apresentar propostas de comunicação que abordem temas de arqueologia histórica no continente americano. Alguns dos sugeridos são: reconhecimentos de superfície, escavações, análise de materiais (cerâmica, osso, vidro, metal, etc.), padrões de povoamento, aproveitamento de recursos naturais, modificações na paisagem, quintas e ranchos, infraestrutura hidráulica (barragens, aquedutos, etc.), infraestrutura para a produção (moinhos, obrajes, pisões, entre outros), datações e cronologias, acervos documentais, estudos arqueométricos, cartografia histórica, manifestações gráfico-rupestres históricas, caminhos reais, traçados urbanos, entre outros. Contudo, fica em aberto a possibilidade de apresentar comunicações com temáticas afins à arqueologia histórica.
