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SEGURANÇA HUMANA, RESISTÊNCIAS E TRANSFORMAÇÕES SOCIAIS: PERSPETIVAS COMPARADAS SOBRE O CRIME ORGANIZADO NAS AMÉRICAS, NA EUROPA, NA ÁSIA E NA ÁFRICA

Este simpósio procura gerar um espaço de diálogo interdisciplinar sobre as dinâmicas contemporâneas do crime organizado, entendendo este fenómeno não apenas como uma ameaça à segurança estatal, mas como um fator que altera profundamente os imaginários sociais, a governação territorial e o tecido comunitário nas Américas, na Europa, na Ásia e em África.
O objetivo central é analisar comparativamente as tensões entre a persistência de violências estruturais e as diversas formas de agência cidadã, resistência civil e memória coletiva que emergem em contextos de elevada influência criminal. A partir de uma abordagem de segurança humana, o simpósio convoca investigadores, académicos e líderes sociais a refletir sobre como as sociedades locais processam, enfrentam e significam a violência no século XXI.
Esta proposta, coordenada em aliança estratégica entre a Universidade Santo Tomás (Colômbia), a Università degli Studi di Salerno (Itália) e a Universidade Externado da Colômbia, pretende integrar diversas perspetivas teóricas e metodológicas, incluindo a análise de políticas públicas, a história pública, as mediações digitais e a sociologia política.
Serão aceites comunicações que abordem, entre outros, os seguintes eixos temáticos:
1. Governação criminal e vazios de poder: Impactos na legitimidade estatal e na coesão democrática.
2. Imaginários e representações: O papel dos media, das narrativas digitais e do discurso público na construção da realidade violenta.
3. Resistências e memórias: Experiências de associativismo civil, práticas artísticas e redes de apoio face ao controlo territorial do crime.
4. Políticas públicas e segurança humana: Desafios para a construção de uma cultura de paz territorial e a proteção de populações vulneráveis.
O simpósio aspira a consolidar uma rede académica internacional que permita comparar casos de estudo, fomentando o intercâmbio de saberes entre o contexto das diferentes regiões do mundo, e contribuindo para o desenvolvimento de modelos de análise que transcendam as abordagens punitivas tradicionais.

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