Skip links

EDUCAÇÃO, HISTÓRIA(S), MOVIMENTOS SOCIAIS E QUESTÕES INDÍGENAS E NEGRAS NAS AMAZÓNIAS

O presente Simpósio Temático (ST) tem a intenção de ampliar os espaços de discussão e os estudos teórico-empíricos voltados para temas que tenham uma relação entre a educação, a(s) história(s), os movimentos sociais e as questões indígenas e negras nas Amazónias. Priorizamos reflexões interdisciplinares que abordem temáticas como ações afirmativas — acessos e permanências na Educação Básica e no Ensino Superior –, histórias de processos comunicacionais e educacionais — inclusive não formais –, interculturalidade crítica (Candau, 2012, 2016; Walsh, 2017), teoria crítica, decolonialidade — do saber, do poder, do ser… — (Lander, 2005; Walsh, 2017), anticolonialidade (Césaire, 2022, 2024; Fanon, 2020, 2022), contracolonialidade (Nêgo Bispo, 2015, 2023), movimentos sociais, indígenas e negros, bem como experiências de lutas e de resistências dos povos originários e das negritudes das Amazónias. Os trabalhos apresentados poderão ser resultantes de investigações (concluídas ou em curso), relatos de experiências ou propostas de ensino e de projetos de extensão. Compreendemos que a educação, as histórias, os movimentos sociais e as questões indígenas e negras nas Amazónias estão permeadas por tentativas de negação, aniquilação, branqueamento, apagamento… que insistem na invisibilização dos muitos percursos histórico-educacionais vivenciados nas Amazónias, bem como desconsideram as lutas, as resistências e as (re)existências dos povos originários, das(os) negras(os), dos ribeirinhos…, as quais também são marcadas por relações e ações de assimilação, repressão étnica, além da prática sistemática de genocídios. Ou seja, estas questões têm propiciado o surgimento de muitos discursos, reflexões e análises a respeito dos processos histórico-educacionais e dos povos e nações indígenas, negras, ribeirinhas, que passam|passaram por oscilações e (re)significações ao longo dos séculos, coexistindo uma plêiade de compreensões — das assimilacionistas às românticas –, evidenciando que as identificações educacionais, históricas e das populações amazónicas variam desde a imagem de heróis até inimigos internos que precisam de ser pacificados — escravizados –, civilizados e incorporados às sociedades, significando um flagrante desrespeito, ainda na atualidade, aos direitos: socioeducacionais, linguísticos, históricos, de pertença, territoriais e culturais. Neste sentido, na perspetiva teórico-metodológica apontada para a receção de trabalhos neste Simpósio Temático, defendemos que os estudos educacionais-históricos, os movimentos sociais e as questões indígenas e negras Amazónicas podem incentivar e encorajar a realização de trabalhos que construam e rearticulem contextos sociais marcados pelas colonialidades, sobretudo envolvendo os povos indígenas, as populações negras, os movimentos sociais e os processos histórico-educacionais radicados no território — o qual é também um importante espaço geopolítico nacional e internacional — conhecido por Amazónia(s).

YouTube
Instagram
Explore
Drag