DISSIDÊNCIAS EM MARCHA: TRAJETÓRIAS DOS MOVIMENTOS LGBTIQ+ NA AMÉRICA LATINA E NAS CARAÍBAS
Este simpósio propõe-se como um espaço de encontro interdisciplinar para reunir investigações, reflexões críticas e experiências de ativistas que explorem as origens, desenvolvimentos, tensões e legados dos movimentos sociais ligados às dissidências sexogenéricas na América Latina e nas Caraíbas. Com uma abordagem transversal que convoca as ciências sociais, as humanidades, o direito, a saúde coletiva e as artes, o evento persegue um duplo propósito: por um lado, recuperar e dar visibilidade às memórias históricas das organizações pioneiras desde a década de 1970 até à sua consolidação nos anos 80 e 90; por outro, examinar como estas trajetórias contribuíram –e continuam a fazê-lo– para a construção e ampliação das cidadanias sexuais na região, entendidas como o acesso efetivo a direitos, a autonomia corporal, o reconhecimento da diversidade e a participação sem discriminação nos âmbitos público e privado.
Através do diálogo entre a academia, o ativismo social e a cidadania, o simpósio procura aprofundar as análises dos contextos de autoritarismos, cisheteronormatividade e desigualdades sociais que moldaram estas lutas. Para tal, propõe-se aos participantes recuperar tanto as redes transnacionais de solidariedade, os dispositivos de representação pública (marchas, imprensa alternativa, arquivos comunitários, artivismos), como as complexidades e tensões internas dos movimentos. Deste modo, procura-se reconhecer de forma equitativa as memórias históricas dos movimentos de libertação homossexual, os contributos fundamentais dos coletivos lésbicos em articulação com as lutas feministas, e as experiências de resistência e disputa pelo reconhecimento legal, sanitário e social das pessoas trans.
Objetivo geral: Recuperar, documentar e dar visibilidade às memórias históricas e contributos críticos dos movimentos de libertação homossexual, lésbico-feministas e das resistências trans na América Latina e nas Caraíbas, a partir da análise das disputas particulares pela autonomia e o reconhecimento, com o fim de fomentar um diálogo multidisciplinar e intergeracional que permita identificar as continuidades, deslocamentos e desafios atuais das cidadanias sexuais na região.
