ARTE RUPESTRE NA COLÔMBIA: INVESTIGAÇÕES E LINGUAGENS
O «Passado sempre presente» é a terceira das linhas propostas pelo congresso, e é justamente nela que se inscreve a seguinte proposta, que estaria diretamente relacionada com a área temática de «Arte e Estética». O simpósio «ARTE RUPESTRE NA COLÔMBIA: INVESTIGAÇÕES E LINGUAGENS» detém-se em dois campos fundamentais: em primeiro lugar, a história das investigações e dos investigadores, isto é, as formas e resultados dos registos, as interpretações dominantes, e a documentação que tem permitido reunir diferentes corpora documentais, que fazem parte do património concreto da arte rupestre. É evidente que a história da investigação permite dar conta das tensões do campo, e a partir daí é possível fazer um balanço do alcançado e dos caminhos percorridos.
Em segundo lugar, coloca a ênfase nas recentes técnicas e tecnologias para a investigação e conservação dos jazigos rupestres; os desenvolvimentos da tecnologia nos últimos trinta anos têm permitido obter cada vez mais informação refinada sobre as receitas, as matérias-primas e os instrumentos usados na elaboração da arte rupestre; do mesmo modo, esses resultados são indispensáveis para os planos de conservação e cuidado, uma vez que dão conta dos fatores e razões das deteriorações e das alterações.
No âmbito proposto e como parte do simpósio, serão realizadas duas atividades: uma que tem a ver com o reconhecimento das investigações pioneiras realizadas por Graciliano Arcila Vélez, e a segunda, uma visita ao Museu Comunitário e ao parque dos petróglifos, ambos os lugares que levam o seu nome em homenagem à memória do investigador e se localizam no município de Itagüí. Nesse parque foram postas em prática, na última década, diferentes metodologias de documentação e conservação, pelo que pode ser considerado um laboratório vivo para a preservação da memória rupestre.
